Não. As Escrituras não ensinam que um crente deva obter autorização de um pastor, sacerdote ou organização eclesiástica antes de praticar a unção pessoal. Jesus instruiu os Seus discípulos a ungirem-se quando jejuassem (Mateus 6:17), sem estabelecer qualquer exigência de supervisão ou aprovação religiosa. Sob a Nova Aliança, os crentes são descritos como um sacerdócio real, aproximados de Deus através do sacrifício de Jesus Cristo (1 Pedro 2:4--9). Esta é uma realidade espiritual extraordinária. A nossa relação com o Pai estabelece-se através de Jesus, o nosso Sumo Sacerdote, e recebemos o Espírito Santo através dEle. Os líderes da igreja têm uma responsabilidade importante de ensinar, equipar e cuidar do povo de Deus, mas não são designados para substituir a relação direta do crente com o Senhor. O propósito de uma liderança espiritual genuína é ajudar as pessoas a tornarem-se cada vez mais dependentes de Jesus Cristo, e não da autoridade humana.
Há, porém, uma distinção importante entre a unção pessoal e ações que envolvam responsabilidade espiritual sobre outras pessoas. Ungir alguém para o ministério, exercer autoridade sobre outros ou dedicar algo que pertence a outra pessoa levanta questões adicionais relativas a nomeação, responsabilidade e autoridade legítima. Essas questões não devem ser confundidas com o simples ato de se ungir durante a oração ou devoção pessoal. Nem a liberdade cristã deve ser usada como desculpa para a rebelião ou conflitos desnecessários dentro da Igreja. Somos instruídos a respeitar e orar por aqueles a quem foi confiada a liderança espiritual, testando ao mesmo tempo todo o ensino à luz da Palavra de Deus. A sua relação pessoal com Jesus Cristo não é propriedade de uma denominação ou instituição religiosa. Através dEle, tem acesso direto ao Pai, e a unção pessoal pode ser praticada como uma expressão significativa dessa relação.
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