Sim. A unção pessoal era uma parte comum da vida quotidiana entre o povo de Israel, e Jesus referiu-se a ela como uma prática familiar. O Salmo 104:15 fala do óleo que faz brilhar o rosto, enquanto Eclesiastes 9:8 nos incentiva a não deixar faltar óleo sobre a nossa cabeça. O significado deste costume torna-se particularmente claro quando examinamos o que acontecia quando as pessoas deixavam de se ungir. Em 2 Samuel 14:2, uma mulher é instruída a não usar óleo para que pareça estar de luto há muito tempo. Daniel igualmente se absteve de se ungir durante um período de três semanas de luto (Daniel 10:2--3). Jesus abordou uma situação semelhante em Mateus 6:16--18. Algumas pessoas negligenciavam deliberadamente a sua aparência normal enquanto jejuavam, para tornar visível a outros a sua devoção religiosa. Jesus instruiu os Seus seguidores a lavarem-se e a ungirem-se como de costume, mantendo o seu jejum apenas entre eles e o seu Pai celestial.
A unção diária pode também ter um belo significado espiritual para os cristãos de hoje. É uma expressão profética da nossa dependência do Espírito Santo, que habita em nós e nos fortalece para vivermos para Jesus Cristo. Tal como as lâmpadas no Tabernáculo necessitavam de um fornecimento contínuo de óleo para continuarem a arder, nós dependemos da presença contínua e da obra do Espírito Santo para resplandecermos com a luz de Cristo (Exodus 27:20--21). A unção pessoal pode tornar-se um simples momento diário de fé em que reconhecemos a Sua presença, Lhe agradecemos pela Sua obra em nós e nos entregamos de novo a Deus. Não é uma obrigação religiosa, uma fórmula mágica nem um requisito para manter a nossa salvação. O propósito não é estabelecer mais uma regra, mas restaurar uma prática bíblica significativa que direciona o nosso coração para Jesus e fortalece a nossa dependência consciente do Seu Espírito.
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