A resposta depende do propósito da unção. As Escrituras distinguem entre a unção pessoal, a unção dos enfermos, a consagração de pessoas ou lugares, e a designação de alguém para uma posição particular de autoridade ou ministério. A unção pessoal está disponível para todos e não requer permissão de um líder religioso. Rute 3:3, Eclesiastes 9:8 e Mateus 6:17 demonstram que pessoas comuns podiam ungir-se a si mesmas. Através de Jesus Cristo, os crentes são também acolhidos no Seu sacerdócio real (1 Pedro 2:4--9), com acesso direto ao Pai através do seu Sumo Sacerdote nos céus. Contudo, esta liberdade não deve ser confundida com uma autoridade ilimitada para ungir ou designar outras pessoas. Romanos 13:1 estabelece o princípio de que a autoridade deve ser reconhecida e respeitada. Ungir outra pessoa envolve responsabilidade, e ungir alguém para o ministério é particularmente significativo, porque a verdadeira designação espiritual deve originar-se em Deus, e não na ambição humana ou na preferência pessoal.
Quanto à unção dos enfermos, Tiago 5:14--15 instrui especificamente os crentes a chamar os presbíteros da Igreja. Estas devem ser pessoas espiritualmente maduras no seu conhecimento, entendimento, sabedoria e capacidade de ministrar em fé. Ao designar alguém para o ministério, os envolvidos devem procurar a orientação do Espírito Santo, examinar aquilo que julgam ter ouvido e respeitar a autoridade apropriada através da qual a designação deve ocorrer. As Escrituras demonstram este princípio quando Samuel unge David segundo a direção de Deus (1 Samuel 16:1--13). Da mesma forma, dedicar uma casa, um lugar ou um bem pertence à esfera de responsabilidade confiada a quem realiza o ato. A unção nunca se destina a tornar-se um meio de exercer controlo sobre os outros ou de nos atribuirmos uma posição que Deus não nos deu. Jesus fornece o exemplo supremo de autoridade espiritual: reinou servindo, submeteu-se ao Pai e usou a Sua autoridade para salvar, curar, libertar e restaurar. Todo o ato de unção deve refletir essa mesma dependência da vontade de Deus e essa mesma disposição para servir.
Casa da Unção

