A instrução bíblica de ungir os doentes com óleo tem raiz na relação entre a fé, a oração e a obra consumada de Jesus Cristo. Em Tiago 5:14--15, os crentes que estão doentes são instruídos a chamar os anciãos da Igreja, que devem orar sobre eles e ungi-los com óleo em nome do Senhor. A passagem declara então que a oração de fé salvará o doente e que o Senhor o levantará. A responsabilidade é significativa: as Escrituras encaminham o doente para crentes espiritualmente maduros, dos quais se espera conhecimento, compreensão, sabedoria e maturidade no exercício da sua fé. Marcos 6:12--13 oferece um exemplo anterior, descrevendo como os discípulos pregaram o arrependimento, expulsaram demónios, ungiram muitos doentes com óleo e os curaram. As suas ações não se baseavam numa propriedade medicinal do óleo, mas na autoridade que Jesus lhes tinha confiado e na sua fé no poder de Deus. Ungir os doentes não é, portanto, apenas um costume religioso reconfortante. É uma expressão exterior de fé na cura realizada através de Jesus Cristo.
A unção é um ato profético de fé: uma ação realizada no mundo natural para tornar visível a nossa confiança naquilo que Deus estabeleceu no plano espiritual. Isaías 53:5 declara que pelas feridas do Messias somos curados. A partir desta compreensão, os discípulos não ungiam os doentes na tentativa de persuadir Deus a disponibilizar a cura. Ungiam com fé, declarando através das suas ações que a cura proporcionada por Cristo já estava estabelecida, mesmo quando a sua manifestação ainda não podia ser vista. Isto explica por que a oração de fé é tão central na instrução de Tiago. O óleo em si não é a fonte da cura; é uma expressão tangível da realidade espiritual na qual aqueles que oram depositam a sua confiança. Jesus confiou aos Seus seguidores a responsabilidade de agir em Seu nome e com a Sua autoridade. Ungir os doentes é uma forma pela qual a fé se torna visível, enquanto a glória por toda a cura genuína pertence exclusivamente ao Senhor.
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